Mangaratu encanta público, movimenta turismo e coloca Estância no mapa dos grandes festivais
Evento no Porto do Mato reúne sabores, cultura e paisagens únicas, atrai turistas de vários estados e impulsiona a economia do litoral sul sergipano
Festival Mangaratu /Alisson Drone O litoral sul de Sergipe viveu, nos dias 25 e 26 de abril, um daqueles raros encontros entre natureza, cultura e experiência que ficam na memória. No Complexo Turístico do Porto do Mato, em Estância, o Festival Mangaratu encerrou sua primeira edição com êxito absoluto, reunindo moradores, visitantes e turistas de diferentes estados em um cenário que parece ter sido desenhado para celebrar o melhor da identidade sergipana.

Entre o verde do mangue, a brisa constante do mar e o pôr do sol que pintou o céu em tons quentes, o ambiente convidava à permanência. Famílias inteiras, grupos de amigos e visitantes curiosos circularam pelo espaço com tranquilidade, aproveitando cada detalhe de um evento que conseguiu equilibrar organização, acolhimento e autenticidade.

A gastronomia foi um espetáculo à parte. O aratu, símbolo do manguezal, ganhou protagonismo em receitas criativas e cheias de identidade. Empadas, coxinhas, croquetes, pastéis e outras releituras mostraram a versatilidade do ingrediente e surpreenderam o público. Ao lado dele, a mangaba reafirmou seu lugar como patrimônio de sabor, presente em doces, sorvetes, licores, geleias e biscoitos que traduziram, em cada preparo, o gosto do litoral.

O resultado foi imediato. Barracas cheias, produtos valorizados e uma cadeia produtiva fortalecida. Pequenos empreendedores, cozinheiros, artesãos e comerciantes encontraram no festival uma vitrine potente, capaz de gerar renda, visibilidade e novas oportunidades. O impacto também foi sentido na rede de hospedagem, bares e restaurantes da região, confirmando o potencial do evento como indutor do turismo.

O artesanato completou a experiência, com peças que carregam história, identidade e saberes tradicionais. No palco, artistas locais deram o tom da festa, reafirmando a importância de valorizar quem é da terra e fortalecendo a cena cultural do município.

A identidade cultural de Estância também foi um dos grandes destaques do festival. A Batucada, manifestação genuinamente estanciana, levou ritmo, energia e pertencimento ao público. Já o Barco de Fogo, acompanhado das tradicionais espadas, transformou a noite em um espetáculo de luz, emoção e memória coletiva, daqueles que arrepiam e ficam gravados na experiência de quem presencia.

Para o secretário municipal do Turismo, Allan Alberto, o encerramento do festival carrega o sentimento de dever cumprido e aponta para um futuro promissor.
“Encerramos essa primeira edição com um sentimento de realização e de gratidão. O Festival Mangaratu mostrou a força de Estância quando unimos esforços. Tivemos parcerias importantes, como a Fecomércio, o Governo de Sergipe e outras instituições que acreditaram nesse projeto. Conseguimos gerar renda, valorizar nossa cultura e atrair visitantes. E a expectativa para o futuro é a melhor possível: esse é apenas o começo de um evento que já nasce grande e que vai crescer ainda mais nos próximos anos”, destacou.

Ao final dos dois dias, o que ficou foi mais do que um balanço positivo. Ficou a sensação de que algo importante começou a ser construído. Para quem esteve presente, a memória de uma experiência completa, sensorial e acolhedora. Para quem não foi, a certeza de ter perdido um dos eventos mais marcantes do calendário turístico sergipano em 2026.

Com a homologação do acordo envolvendo a Praia do Saco e a abertura de novas perspectivas para investimentos e infraestrutura, Estância se posiciona de forma estratégica no mapa do turismo. O município reúne condições para se tornar, em curto prazo, o destino mais procurado de Sergipe após a capital, impulsionando o desenvolvimento de todo o seu litoral e consolidando uma nova fase para o turismo na região.




COMENTÁRIOS