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Estância,29/06/2026

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PRODETER impulsiona a citricultura no Sul Sergipano e encerra ciclo com produtividade acima da meta e renda dos produtores mais que triplicada

Evento realizado em Umbaúba apresentou os resultados do Plano de Ação Territorial da Citricultura e destacou os avanços conquistados por produtores de seis municípios da região

ASCOM BNB
PRODETER impulsiona a citricultura no Sul Sergipano e encerra ciclo com produtividade acima da meta e renda dos produtores mais que triplicada

O Banco do Nordeste (BNB) promoveu, no último dia 16 de junho, no auditório do SESI de Umbaúba, o evento de encerramento de mais um ciclo do Plano de Ação Territorial (PAT) da Citricultura, desenvolvido por meio do Programa de Desenvolvimento Territorial (PRODETER) no território Sul Sergipano I. A iniciativa reuniu produtores rurais, representantes de instituições parceiras e agentes de desenvolvimento para apresentar os resultados alcançados ao longo da execução do plano, que consolidou importantes avanços para a citricultura regional.

O programa contou com a atuação integrada do Banco do Nordeste, SENAR, EMDAGRO, COOPERAFIR, Sindicato Rural de Umbaúba e das Secretarias Municipais de Agricultura, fortalecendo a governança territorial e promovendo ações voltadas ao aumento da produtividade, assistência técnica, acesso ao crédito, gestão rural e sustentabilidade das propriedades.

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A coordenação das ações foi conduzida pelo Agente de Desenvolvimento do Banco do Nordeste, Djalma Cardoso Lima Neto, responsável pela articulação institucional e pelo acompanhamento da execução do Plano de Ação Territorial. O evento também contou com a participação do Gerente de Desenvolvimento Territorial (GDT) do Banco do Nordeste, Lenin Fulvio Matias Falcão de Freitas.

O ciclo beneficiou diretamente 60 agentes econômicos, em sua maioria miniprodutores rurais dos municípios de Estância, Santa Luzia do Itanhy, Indiaroba, Umbaúba, Cristinápolis e Tomar do Geru.


Produtividade supera a meta estabelecida

O principal desafio identificado no início do Plano de Ação Territorial era elevar a produtividade dos pomares de laranja. A meta previa aumentar a média de 15,3 para 18 toneladas por hectare.

Os resultados finais superaram as expectativas. A partir de uma amostra técnica composta por 37 produtores, a produtividade média alcançou 19,77 toneladas por hectare, superando em aproximadamente 10% a meta inicialmente estabelecida.

Além do desempenho produtivo, os impactos econômicos também foram expressivos. O faturamento médio mensal dos miniprodutores passou de R$ 967,30 para R$ 3.016,32, representando um crescimento superior a 200% na receita bruta.

A produção média mensal por produtor também apresentou evolução significativa, saindo de 1,11 tonelada para 3,57 toneladas, resultado diretamente associado à adoção de boas práticas agrícolas e ao acompanhamento técnico contínuo.

Modernização da atividade

Os indicadores apresentados durante o evento demonstram uma transformação importante na forma de produzir.

O acesso à assistência técnica especializada passou de 5% para 68% dos produtores participantes, enquanto a adoção de tecnologias de manejo cresceu de 14% para 86%.

Entre as principais práticas implementadas estão a cobertura morta, utilizada por 25 produtores, além da poda de formação e de outras técnicas voltadas ao aumento da produtividade e à melhoria da qualidade dos pomares.

Também houve avanço na gestão das propriedades. O controle de receitas e despesas evoluiu de 22% para 76%, refletindo maior profissionalização da atividade rural.

Outro indicador positivo foi a regularização ambiental. Atualmente, 86% das propriedades participantes possuem Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Crédito, assistência técnica e desenvolvimento territorial


Os resultados alcançados refletem a atuação conjunta das instituições parceiras.

Nos últimos três anos, 41% dos produtores participantes acessaram crédito rural por meio do Banco do Nordeste e 95% manifestaram interesse em realizar novos investimentos, demonstrando confiança na continuidade do crescimento da atividade.

O SENAR, por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATEG), realizou o acompanhamento técnico mensal das propriedades, permitindo que 95% dos participantes tivessem acesso contínuo à orientação especializada.

Já a EMDAGRO, a COOPERAFIR, o Sindicato Rural de Umbaúba e as Secretarias Municipais de Agricultura atuaram na mobilização dos produtores, na articulação institucional e no fortalecimento das ações desenvolvidas ao longo do projeto.

Desenvolvimento sustentável para o campo

O encerramento deste ciclo do PRODETER confirma que a integração entre assistência técnica, crédito, inovação e governança territorial gera resultados concretos para o desenvolvimento rural.

Os indicadores demonstram uma citricultura mais produtiva, sustentável e competitiva, ampliando a renda dos produtores, fortalecendo a agricultura familiar e criando novas oportunidades de crescimento econômico para os municípios do Sul Sergipano.




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