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Estância,24/02/2026

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Sergipe desacelera e reduz saldo de empregos em julho: de 2.453 para apenas 121 vagas

Aracaju fecha mais de 600 postos, enquanto interior sustenta geração com destaque para Nossa Senhora da Glória

CS
Sergipe desacelera e reduz saldo de empregos em julho: de 2.453 para apenas 121 vagas

O mercado de trabalho em Sergipe deu sinais de enfraquecimento no mês de julho. Após registrar 2.453 novos postos formais em junho, o estado reduziu drasticamente o saldo para apenas 121 vagas no último mês. Apesar da queda acentuada, esta é a quarta vez consecutiva em que Sergipe fecha o mês no azul, elevando o estoque total para 349.044 empregos com carteira assinada.

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A dinâmica da geração de empregos mostra uma dissociação entre a capital e o interior. Em julho, Aracaju registrou o fechamento de 611 postos de trabalho, resultado que contrasta com o desempenho positivo de diversas cidades do interior.


O destaque ficou com Nossa Senhora da Glória, que liderou a criação de vagas, com 152 novos empregos. Em seguida aparecem Itabaiana (129), Lagarto (122), Nossa Senhora do Socorro (104), Estância (65) e Tobias Barreto (63). Outros municípios, como Barra dos Coqueiros (49) e São Cristóvão (47), também contribuíram positivamente.


Apesar do recuo pontual, a capital sergipana ainda apresenta um saldo acumulado positivo de 3.965 postos de trabalho em 2025, demonstrando resiliência ao longo do ano.



No acumulado de janeiro a julho, o município de Estância já soma 363 novos postos de trabalho, o que representa um crescimento consistente para a economia local. O estoque de empregos formais no município chegou a 10.689 vínculos ativos, consolidando Estância como um dos polos de geração de trabalho no litoral sul sergipano.


Economistas apontam que a desaceleração em julho pode estar associada a fatores sazonais, como a redução da atividade no comércio e nos serviços após o período de festas juninas, além da menor absorção de mão de obra temporária. Ainda assim, o fato de Sergipe manter quatro meses seguidos de saldo positivo é visto como um sinal de resiliência, especialmente diante das dificuldades macroeconômicas do país.


Já no caso de Aracaju, o desempenho negativo de julho acende um alerta sobre a dependência do setor de serviços, que concentra a maior fatia do emprego formal da capital. O resultado, no entanto, não apaga o saldo expressivo de quase 4 mil novos postos criados no acumulado do ano, reforçando a importância da capital como motor do mercado de trabalho estadual.


Com a retomada gradual de investimentos e o avanço de políticas de fomento, a expectativa é de que o mercado de trabalho sergipano mantenha um ritmo de crescimento moderado até o fim do ano. No entanto, a disparidade entre capital e interior deverá continuar sendo um dos grandes desafios para a gestão pública e para a atração de novos empreendimentos.




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