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Estância,04/04/2026

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Estância celebra o voto feminino e exalta pioneiras que marcaram a democracia no interior de Sergipe

Sessão solene na Câmara resgata a trajetória de Núbia Nabuco Macedo e Francisca dos Santos Assunção e reacende o debate sobre a presença das mulheres na política

CS
Estância celebra o voto feminino e exalta pioneiras que marcaram a democracia no interior de Sergipe Memórias de Estância

Na memória política de Estância, a conquista do voto feminino não é apenas uma data — é uma história viva, escrita por mulheres que desafiaram o tempo, o preconceito e a resistência de uma sociedade que ainda aprendia a aceitar a presença feminina no poder.

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Em 1950, quando candidatas eram raridade e a desconfiança era regra, Núbia Nabuco Macedo enfrentou olhares descrentes, ataques velados e a incredulidade de quem não imaginava uma mulher à frente da prefeitura. Nascida em Esplanada, ela venceu as urnas com coragem e determinação, provando que liderança não tem gênero. Sua gestão foi marcada por ações estruturantes na saúde, educação e infraestrutura urbana, mas sua maior obra foi abrir portas para outras mulheres que vieram depois. Em cada decisão, enfrentou o peso do machismo político com firmeza e elegância, consolidando-se como símbolo de resistência e competência.



Na mesma década, outra voz feminina ecoava na Câmara Municipal. Francisca dos Santos Assunção, a Francisquinha Assunção, eleita com a maior votação, tornou-se uma das primeiras mulheres a exercer a advocacia em Estância e levou ao Legislativo pautas voltadas à educação, assistência social, valorização cultural e proteção às famílias. Professora, escritora, autora do Hino Oficial de Estância e incentivadora da cultura local, Francisquinha fez da política um instrumento de cuidado com a cidade, dando voz a quem pouco era ouvido.


A data foi lembrada na Câmara de Vereadores de Estância, em sessão solene realizada nesta terça-feira, 24 de fevereiro, reunindo autoridades, lideranças femininas e representantes da sociedade civil para reverenciar a conquista do voto feminino e homenagear mulheres que moldaram a identidade democrática do município.


O simbolismo do encontro ganha força diante dos números atuais. Embora as mulheres representem mais de 50% do eleitorado brasileiro e também sejam maioria em Sergipe, ainda ocupam cerca de 18% das cadeiras na Câmara dos Deputados, aproximadamente 19% no Senado e em torno de 20% na Assembleia Legislativa sergipana. Em Estância, hoje são três vereadoras entre quinze parlamentares — prova de que o caminho aberto pelas pioneiras ainda precisa ser ampliado.


Estância não apenas celebrou uma data. Reafirmou sua vocação de cidade de vanguarda, que reconhece o valor de suas pioneiras e renova o compromisso de transformar memória em futuro. Porque a democracia que Núbia e Francisquinha ajudaram a construir continua pedindo mais vozes femininas, mais coragem e mais igualdade.





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