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Estância,12/03/2026

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Programa Primeiro Emprego fortalece inserção de jovens sergipanos no mercado de trabalho

Iniciativa alia capacitação, renda e experiência prática para ampliar oportunidades e promover inclusão produtiva em Sergipe

ASN
Programa Primeiro Emprego fortalece inserção de jovens sergipanos no mercado de  trabalho SECOM/GOV

A certificação de novas turmas do Programa Primeiro Emprego (PPE) simboliza mais do

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que a conclusão de uma etapa formativa: representa a consolidação de uma política pública

voltada à inclusão produtiva da juventude e ao fortalecimento do desenvolvimento

socioeconômico de Sergipe. Desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria

de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo de Sergipe (Seteem), o programa,

desde a criação, já ofertou 1.890 vagas de qualificação profissional a jovens de 18 a 29

anos que nunca tiveram vínculo formal de trabalho. No fim de fevereiro deste ano, 230

participantes concluíram a formação e receberam certificação, após seis meses de

atividades teóricas e práticas em empresas parceiras.


Os cursos contemplam áreas com demanda no comércio e no setor de serviços, como

garçom, recepcionista, cumim, repositor, operador de caixa e atendente de loja. Durante o

período, os jovens recebem bolsa mensal entre R$ 500 e R$ 750, auxílio que contribui para

a permanência na capacitação. Os resultados reforçam o impacto direto na

empregabilidade: ao menos 30% dos concluintes são contratados pelas próprias empresas

onde realizaram a etapa prática, ampliando o acesso ao primeiro emprego formal e

descentralizando oportunidades.


Entre os jovens que transformaram a formação em oportunidade concreta, Davi Ribeiro, de

20 anos, morador da Cidade Nova, em Aracaju, destaca que o programa foi decisivo para

sua inserção profissional. “Foi uma oportunidade muito grande de conhecimento e de

avanço, porque quando a gente não tem experiência, as empresas não querem investir”.

Ele, que concluiu o curso de garçom e conseguiu emprego antes mesmo do término da

capacitação, reforça a importância da experiência no currículo. “Pelo Primeiro Emprego a

gente já consegue ter algo de fato no currículo e, quando as empresas veem que a gente

tem experiência, chamam.”


Para Daiane Batista, 24 anos, de Laranjeiras, a conquista do primeiro emprego representa a

realização de um sonho. “É muito gratificante ver minha carteira assinada pela primeira vez

e estar vivendo essa oportunidade incrível”. Formada no curso de recepcionista, ela foi

contratada como assistente administrativa em uma empresa de medicina ocupacional na

capital, Aracaju, e ressalta o impacto direto da oportunidade na renda familiar. “Moro com

minha avó e, no momento, ela está sem ter uma renda fixa. Agora posso ajudá-la, pagar o

aluguel e colocar comida dentro de casa”, conta.

Oportunidade


A estudante universitária Marina Linhares, 19 anos, do bairro Ponto Novo, em Aracaju,

enfatiza que a experiência proporcionou autonomia e amadurecimento. “O programa me

deu liberdade, mais responsabilidade e uma base de como devo me portar no trabalho”.


Cursando Biblioteconomia na Universidade Federal de Sergipe, ela foi efetivada em uma

clínica de saúde poucos meses após iniciar a capacitação. Para a jovem, o programa é um

diferencial para a juventude sergipana. “O Primeiro Emprego traz oportunidade aos jovens

para trabalhar, ter seu dinheiro e liberdade”, resume.

Thiago Santos, 18 anos, do Siqueira Campos, ressalta que a iniciativa representou sua

primeira vivência profissional e a chance de contribuir com as despesas familiares. “O

programa me ajudou a ter uma oportunidade de emprego e, agora, consigo ter minhas

coisas e ajudar em casa. Com a bolsa que recebo, consigo ajudar minha mãe nas compras

e ainda guardar um pouco para mim”, revela o jovem que recebeu a certificação como

cumim.

Morador do conjunto Albano Franco, em Nossa Senhora do Socorro, Erik Lima, 19 anos,

também associa o programa ao ponto de partida de sua trajetória profissional. “Se não

fosse esse curso, talvez eu ainda estivesse entregando currículo”, declara o jovem que

iniciou sua vida profissional como repositor e foi efetivado como atendente de loja.

A perspectiva das empresas parceiras reforça o caráter estratégico da iniciativa. Gerente do

setor de uma empresa atacadista e varejista em Aracaju, Ezequiel Pereira, 23 anos, avalia

que a parceria contribui para suprir a demanda do mercado por mão de obra qualificada.

“Os jovens já chegam preparados e muitos acabam sendo absorvidos pela empresa. Além

de preparar para o mercado, o programa forma pessoas mais maduras e com objetivos”,

evidencia, ao enfatizar também a importância social do programa.





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