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Estância,28/03/2026

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COLUNA COMUNICANDO com DIOGO OLIVEIRA

COLUNA COMUNICANDO | BOMBA NOS BASTIDORES: Lula bate o martelo e Hadad surge como cabeça de chapa para 2026

Tem movimento grande e bem calculado acontecendo nos bastidores


COLUNA COMUNICANDO | BOMBA NOS BASTIDORES: Lula bate o martelo e Hadad surge como cabeça de chapa para 2026

Longe dos holofotes, mas no centro das decisões, uma articulação silenciosa começa a ganhar forma e já provoca leitura atenta entre aliados e adversários. Fontes da alta cúpula petista revelaram à Coluna Comunicando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria alinhado, com precisão, uma chapa de peso para 2026.

O desenho, à primeira vista, engana. Tem cara de projeto nacional, discurso de amplitude e nomes que ocupam espaço no imaginário político do país. No centro, Fernando Hadad, ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo, surge como cabeça de chapa. Ao seu lado, Simone Tebet, com perfil moderado e capacidade de diálogo, e Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e figura histórica da política paulista.

Não é uma composição trivial. É cálculo político.

A leitura nos bastidores é clara: ampliar, somar e dialogar com setores que, historicamente, orbitam fora do núcleo duro do PT. E, mais do que isso, construir uma narrativa de equilíbrio — algo que tem sido peça-chave na estratégia lulista desde 2022.

Em Brasília, o clima é aquele conhecido: ninguém confirma oficialmente, mas também não há esforço real para desmentir. E, nesse tipo de movimento, o silêncio costuma falar alto.

Enquanto essa engrenagem ganha corpo, outro eixo segue em aberto — e talvez ainda mais estratégico. A disputa presidencial. Cresce, nos bastidores, a possibilidade de que Lula avance em direção ao MDB, abrindo espaço para uma composição mais ampla. Nesse cenário, ganha força o nome de Baleia Rossi — deputado federal por São Paulo, presidente nacional do MDB e um dos principais articuladores políticos do partido no Congresso. Um nome que não chega por acaso: representa ponte, diálogo e capilaridade.

Mas é aqui que o roteiro muda — e melhora.

Porque, apesar de todos os sinais apontarem para o Planalto, a tal chapa não mira Brasília. Pelo menos, não agora.

O alvo é outro. E talvez mais desafiador: o Governo de São Paulo.

Hadad na cabeça, Tebet e Alckmin projetados para o Senado. Um movimento que, à primeira leitura, pode parecer regional. Mas não é. É estratégico. São Paulo não é apenas o maior colégio eleitoral do país — é também o território simbólico onde projetos nacionais são testados, validados ou rejeitados.

E Lula sabe disso.

Ganhar São Paulo significa mais do que vencer uma eleição estadual. Significa furar resistências históricas, reposicionar forças políticas e, sobretudo, criar lastro para 2026 em nível nacional. É começar o jogo pelo campo mais difícil — e, justamente por isso, mais decisivo.

No fim, a pergunta que fica não é se a chapa está pronta.

É se São Paulo será, mais uma vez, o laboratório onde o Brasil começa a ser decidido.



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